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Informamos toda a população que nos próximos dias/semana seremos “atingidos” por uma onda de calor que se antevê possa vir a bater recordes de temperatura máxima em muitos locais.

Tal como previsão do IPMA, em anexo, a máxima andará na ordem dos 40º C e as próximas noites serão consideradas tropicais, uma vez que a temperatura mínima não descerá, durante a madrugada, dos 20º.

Previsao 10 Dias

Foi inicialmente emitido um aviso de nível amarelo, sendo expectável que o mesmo suba pelo menos até ao nível laranja nos próximos dias.

Posto isto, e porque estatisticamente está comprovado que estes episódios, quando prolongados por vários dias, como será o caso, aumentam a taxa de mortalidade, principalmente entre grupos mais vulneráveis, torna-se premente elencar e divulgar junto da população um conjunto de recomendações previstas pela DGS, a saber:

A exposição a períodos de calor intenso, durante vários dias consecutivos – ondas de calor – constitui uma agressão para o organismo, podendo conduzir à desidratação, ao agravamento de doenças crónicas, a um esgotamento ou a um golpe de calor, situação muito grave e que pode provocar danos irreversíveis na saúde, ou inclusive levar à morte.

São mais vulneráveis ao calor:

  • As crianças nos primeiros anos de vida;
  • As pessoas idosas;
  • Os portadores de doenças crónicas ou com problemas de saúde mental;
  • As pessoas obesas, acamadas ou a tomar alguns medicamentos;
  • Os trabalhadores expostos ao sol e/ou ao calor.

Para a prevenção dos efeitos do calor intenso recomendam-se as seguintes medidas:

  • Aumentar a ingestão de água, mesmo sem ter sede;
  • As pessoas que sofram de doença crónica, ou que estejam a fazer uma dieta com pouco sal, ou com restrição de líquidos, devem aconselhar-se com o seu médico, ou contactar a Linha Saúde 24: 808 24 24 24;
  • Evitar bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar;
  • Os recém-nascidos, as crianças, as pessoas idosas e as pessoas doentes, podem não sentir, ou não manifestar sede, pelo que são particularmente vulneráveis – ofereça-lhes água e esteja atento e vigilante;
  • Devem fazer-se refeições leves e mais frequentes. São de evitar as refeições pesadas e muito condimentadas;
  • Evitar a exposição direta ao sol, em especial entre as 11 e as 17 horas;
  • Nunca deixar crianças, doentes ou pessoas idosas dentro de veículos expostos ao sol;
  • Sempre que possível, diminuir os esforços físicos e repousar frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados. Evitar atividades que exijam esforço físico;
  • Usar roupa larga, leve e fresca;
  • Não hesitar em pedir ajuda no caso de se sentir mal com o calor;
  • Informar-se periodicamente sobre o estado de saúde das pessoas isoladas, idosas, frágeis ou com dependência que vivam perto de si e ajudá-las a protegerem-se do calor.

Como facilmente se percebe, todo este cenário trará outro tipo de consequências: o agravamento da situação de seca e o aumento do perigo de incêndio rural. Posto isto, reforçaçamos junto da população os cuidados a ter para minimizar e prevenir uma e outra situação.

Atendendo ao espectável agravamento das condições meteorológicas a partir de hoje, segunda dia 13, preve-separa os próximos dias precipitação, por vezes forte, sobretudo no litoral centro e sul.

13 SET. – Segunda-feira
− Aguaceiros, por vezes fortes, acompanhados de trovoada, em especial no litoral oeste e Algarve, estendendo-se gradualmente às restantes regiões a partir da tarde;
− Probabilidade de fenómenos extremos de vento;
− Vento fraco a moderado (até 30 km/h) do quadrante sul, soprando moderado a forte (30 a 45 km/h) nas terras altas, em especial do centro e sul, por vezes com rajadas até 80 km/h.

14SET. – Terça-feira
− Aguaceiros, por vezes fortes, acompanhados de trovoada, granizo e rajadas de vento forte;
− Vento fraco a moderado (até 30 km/h) do quadrante sul, soprando moderado a forte (30 a 40 km/h) nas terras altas do Centro e Sul.
− Descida da temperatura máxima.
Face às previsões de precipitação forte e persistente nas regiões acima mencionadas, poderão ocorrer cheias e inundações nas áreas urbanas, com destaque para a área metropolitana de Lisboa e para a cidade de Setúbal. Há também o risco da subida do nível das águas dos rios e ribeiras do Algarve, que poderão causar inundações nas zonas urbanas e mais impermeabilizadas. Recomenda-se especial atenção à eventual conjugação dos picos de precipitação com as horas previstas para a preia-mar.

EFEITOS EXPECTÁVEIS
Face à situação meteorológica prevista, poderão ocorrer os seguintes efeitos:
− Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água;
− Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
− Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
− Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;
− Danos em estruturas montadas ou suspensas;
− Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;
− Possibilidade de queda de ramos ou árvores devido ao vento mais forte;
− Possíveis acidentes na orla costeira.

MEDIDAS PREVENTIVAS
A ANEPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:
− Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
− Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias;
− Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
− Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
− Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
− Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis;
− Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

 

Informamos toda a população do concelho de Belmonte, que devido ao mau tempo que se fez sentir durante esta noite na zona norte do concelho, as infraestruturas elétricas foram afetadas. A EDP já está a proceder à reparação e ainda hoje ficará tudo composto.

Pedimos desculpa pelo incómodo, pelo que prometemos ser breves no sentido de minimizar os transtornos causados.

De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA para as próximas 48 horas, mantém-se a previsão de tempo frio e seco, salientando-se:

  • Descida da temperatura mínima em todo o território do Continente, sexta-feira, com valores entre -4ºC e 6ºC. A temperatura máxima vai variar entre 4ºC e 18ºC.
  • Vento de quadrante Leste, soprando mais intenso nas terras altas (até 50km/h), em especial durante a noite e manhã, por vezes com rajadas até 70 km/h, na região do Norte e Centro.
  • Formação de neblina ou nevoeiro (em especial na bacia hidrográfica do Rio Douro).
  • Acentuado arrefecimento noturno e formação de geada.
  • Desconforto térmico elevado até à madrugada de sábado, devido à descida da temperatura mínima e do vento intenso.
  • Para o concelho de Belmonte, para sexta-feira, sábado e domingo, esperam-se temperaturas mínimas entre os -1 e 2º e máximas entre os 8 e 10º.

Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:

  • Intoxicações por inalação de gases, devido a inadequada ventilação, em habitações onde se utilizem aquecimentos com lareiras e braseiras;
  • Incêndios em habitações, resultantes da má utilização de lareiras e braseiras ou de avarias em circuitos elétricos;
  • Eventual formação de gelo em troços de estradas com ensombramento permanente;
  • Necessária especial atenção aos grupos populacionais mais vulneráveis, crianças, idosos e pessoas portadoras de patologias crónicas e população sem-abrigo.

O eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados.

A nível da proteção individual:

  • Que se evite a exposição prolongada ao frio e às mudanças bruscas de temperatura;
  • Manter o corpo quente, através do uso de várias camadas de roupa, folgada e adaptada à temperatura ambiente;
  • A proteção das extremidades do corpo (usando luvas, gorro, meias quentes e cachecol) e calçado quente e antiderrapante;
  • A ingestão de sopas e bebidas quentes, evitando o álcool que proporciona uma falsa sensação de calor;
  • Especial atenção com a proteção em termos de vestuário por parte de trabalhadores que exerçam a sua atividade no exterior, e evitar esforços excessivos resultantes dessa atividade;
  • Acautelar a prática de atividade física no exterior, prestando atenção às condições do piso para evitar quedas;
  • Prestar atenção aos grupos mais vulneráveis (crianças nos primeiros anos de vida, doentes crónicos, pessoas idosas ou em condição de maior isolamento, trabalhadores que exerçam atividade no exterior e pessoas sem abrigo);
  • Seguir as recomendações do médico assistente, garantido a toma adequada da medicação para doenças crónicas;

A nível a proteção coletiva:

  • Especial atenção aos aquecimentos com combustão (ex.: braseiras e lareiras), que podem causar intoxicação devido à acumulação de monóxido de carbono e levar à morte;
  • Que se assegure uma adequada ventilação das habitações, quando não for possível evitar o uso de braseiras ou lareiras;
  • Que se evite o uso de dispositivos de aquecimento durante o sono, desligando sempre quaisquer aparelhos antes de se deitar;
  • Que se tenha em atenção a condução em locais onde se forme gelo na estrada, adotando uma condução defensiva;
  • Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

Mantenha-se informado, hidratado e quente! Se ficar doente, não corra para as urgências, Ligue SNS 24 (808 24 24 24).

fonte: ProCiv