De 10 a 18 de dezembro, Belmonte recebe mais uma edição da “Festa das Luzes”, Hanukkah em hebraico, que assinala a libertação e purificação do Templo de Jerusalém e a revolta contra os selêucidas liderada por Matatias Macabeu e os seus cinco filhos, conforme está descrito no Antigo Testamento.

“Após a libertação do Templo, verificou-se que só havia azeite suficiente para manter a chama eterna acesa por mais um dia. Contudo, a chama ardeu durate oito dias, o tempo necessário para se fazer e consagrar mais azeite para o Templo.”

É uma festa marcada “pelo clima familiar e pela grande alegria, durante esta, um candelabro de nove braços é usado, com o acender de uma vela por dia, recordando os oito dias em que a chama ardeu milagrosamente. O nono braço do candelabro, colocado no centro e o mais alto de todos, é o shamash, a vela que é usada para acender as restantes.”

A luz, em todo o seu espetro, é também o mote unificador que iluminará novos olhares sobre o património ímpar da Aldeia Histórica de Belmonte.

Este ano a Festa das Luzes tem uma versão muito reduzida devido ao estado pandémico em que nos encontramos.