Nos dias 19 e 20 de dezembro, irá decorrer no Museu Judaico em Belmonte, uma Homenagem a Samuel Schwarz. Consulte AQUI o Programa.

Samuel Schwarz, nasceu em Zgierz (Polónia) a 12 de fevereiro de 1880, sendo o primeiro filho de um casal da comunidade judaica local. Profissionalmente decidiu percorrer o caminho que o levou à École Supérieure des Mines de Paris, onde obteve o grau de engenheiro, em 1904. Em trabalho, iniciou um ciclo de viagens que o levaram por toda a Europa e até ao Cáucaso e Azerbeijão, passando pela Polónia, Itália, Espanha e, finalmente, Portugal, onde acabou por se fixar.

Em 1914, constituiu família, nascendo em 1915 em Lisboa a única filha do casal. Uma vez em Portugal, Samuel Schwarz e usando o seu equipamento fotográfico e de filmar, captou momentos e lugares significativos, frequentou a comunidade judaica de Lisboa e, necessariamente, começou a trabalhar na sua área profissional. Trabalhando como engenheiro na região de Vilar Formoso e Belmonte, deparou-se com comunidades esquecidas de judeus – melhor, de ‘cripto-judeus’ ou marranos – que se assumiam como cristãos perante vizinhos e forasteiros, mas que persistiam, havia séculos, no seu culto ancestral, no recato e reserva dos seus lares.

Em 1925, publica o livro “Os cristãos-novos em Portugal no século XX”, livro que dá a conhecer ao mundo a existência de comunidade de Judeus em Belmonte.
Na década de 30 do século XX, já em Lisboa, Samuel Schwarz aprofundou as suas ligações ao país de acolhimento, pedindo e obtendo a naturalização.

Samuel Schwarz morreu em Lisboa, em 1953.